Bienal do Livro Minas 2012

Por Rafael Assis

Pois é, fazia algumas semanas que estavamos preparando uma cobertura ampliada dos eventos que compunham a Bienal do Livro Minas. E hoje temos algumas considerações sobre o evento. Como já sabido, o Expominas foi interditado nessa manhã de sábado por conta de estragos causados pelas fortes chuvas de ontem, já durante as chuvas alguns contratempos foram visíveis segundo informações do nosso amigo Arthur Fortes que relatou através de seu Facebook que os estandes tiveram que ser fechados por conta da vazão de água para dentro do prédio.

Portanto, depois da chuva, e aparentemente durante a madrugada a água provocou infiltrações no forro do teto fazendo com que parte da estrutura se desprendesse e caísse de uma altura de aproximadamente 15 metros. Apesar de ser assuatador pensar na estrutura caindo, o dano foi causado a noite e não houve feridos ou estandes atingidos segundo Daniel de Paula, do Conselho Jedi Minas que iria se apresentar no evento e não se incomodou em falar comigo sobre o incidente.

Segundo Daniel, o evento foi fechado sem tumultos e de forma gradativa. Primeiro cancelaram a parte a partir das seis horas, depois pediram para alguns expositores fecharem seus estandes e por fim pediram aos visitantes que se retirassem. Vale ressaltar que a organização do evento agiu de forma responsável e com respeito para com os participantes do evento em tudo que condiz ao problema causado pela chuva, inclusive os seguranças que responderam a este singelo projeto de reporter improvisado que vos escreve.

O que muito me chamou a tenção foi a reação de algumas pessoas diante das portas fechadas e principalmente quando as câmeras de Tv chegaram. Um show de individuos revoltados e frustrados culpando a organização pelos problemas do clima. É claro que as circusntâncias eram frustrantes mas usar isso como uma catástrofe só por que sua imagem será vinculada na tv não resolve o problema. Se quisermos criticar a Bienal que seja pelos motivos certos, como o pouco conhecimento dos vendedores sobre as obras que eles mesmos vendem, o pequeno numero de standes, os preços dos livros que pareciam tabelados com as livrarias e outras reclamações mais.

Enfim, enquanto andava entre adolescentes reclamões e organizadores tensos ouvi um boato sobre a Bienal ser transferida para a Serraria Souza Pinto e ter seus dias estendidos, mas não posso tratar isso como menos que um rumor, todas as informações disponíveis estão no site da Bienal. Torçamos para que as coisas se acertem e mais do que isso, que as próximas edições possam estar melhor preparadas, tanto para imprevistos quanto para seu público.

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Feliz dia da Toalha

Por Rafael Assis

Finalmente o dia de nosso reconhecimento chegou! O momento em que nossas gigantescas colaborações para a humanidade são vistas por todos através de toalhas jogadas por cima dos ombros e espalhadas pelo dia a dia das mais variadas fomas. Eu, estando aqui no escritório já tenho minha toalha diante do monitor enquanto escrevo a vocês este recado de saudação.

Com pouco tempo hoje por que estamos fechando um concurso da prefeitura e então vou ter que deixá-los apenas com esse cumprimento a todos os nerds que nos acompanham, e para honrar o legado de Douglas Adams, por que não ler hoje um de seus livros?

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Crítica- A Estrada

Por Luís Fernando

Diretor de “Barone Jones” em bom filme sobre drama familiar.

 

Vanderson Barone ficou conhecido por sua sátira bem humorada baseada nos filmes de Indiana Jones, que tinha como único objetivo divertir. Após interromper a produção do terceiro filme da série, o diretor resolveu que era hora de fazer algo serio, foi ai que o bom “A estrada” (2011) nasceu.

 

Somos apresentados a mimada Letícia, enfiada em um carro em direção a uma cidade do interior onde passará o fim de suas férias na casa de parentes. Obviamente a jovem não esta feliz por ter que passar o seu tempo no meio do “mato” ao invés de passear no shopping com suas amigas. A tensão entre mãe e filha é evidente desde o começo, seja pela pirraça da garota ou pelo seu histórico de uso de drogas na cidade grande, sendo talvez um dos motivos para que a mãe tenha trazido a garota na sua cola.

 

Realmente as atuações são boas, Letícia (Rafaela Albuquerque) consegue ser uma típica rebelde, que logo se confronta com sua prima, Graça (interpretada por Karla Ferreira). Temos ai dois lados de uma moeda, enquanto Letícia parece ser a vilã, temos Graça que, a primeira vista, surge com a simples garota do interior. O ótimo roteiro consegue fazer um jogo realmente brilhante, mostrando que as aparências não representam nada. Letícia é a rebelde que, talvez influenciada pela falta do pai, tenha comportamentos arrogantes, mas nem Graça e nem seu irmão Neto (interpretado por Rafinha Melo) são os “matutos” que a jovem imagina. Ambos os irmãos fazem com que Letícia caia em sua própria armadilha em um dado momento do filme, mostrando que a problemática menina não é palio pra eles.

 

Rafaela Albuquerque consegue tirar muito de sua personagem, sendo a sua atuação a mais convincente. Karla Ferreira, que venceu um prêmio por seu papel de Graça também vai bem, mas não precisa se esforçar tanto para a composição da prima duas caras. Destaque também para a mãe Marisa (Viviane Suzy), fazendo uma pessoa cansada de lutar com a filha problemática, para a prima simpática Das Dores (Sandra), além do próprio diretor Vanderson Barone que entra mudo e sai calado. O filme mostra que as aparências são apenas ilusões, já que nem tudo que parece, é realmente.

 

A direção é competente, existe uma boa condução para conseguir tirar proveito ao máximo da capacidade de atores amadores, Vanderson Barone equilibra e muito a forma que as ações são sobrepostas, existe um ritmo bastante aceitável graças à boa edição. A fotografia de Everton Petrimperni utiliza a pouca saturação para mostrar um ambiente distante e diferente. Letícia parece se destacar do ambiente, como se ela não fizesse parte daquilo. Muitas vezes existe um estouro do branco na imagem, sendo este um dos sinais do baixo orçamento do curta. Logicamente isso não tira a qualidade da obra.

 

Fazendo um ótimo trabalho, Vanderson Barone se sai bem na sua empreitada como um cineasta mais maduro e entrega uma ótima obra.

 

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Poro- Dez anos são efêmeros

Por Rafael Assis

 Intervenções são quase sempre efêmeras. Duram o tempo de uma panfletagem no centro da cidade ou o tempo de uma folha de ouro cair de uma árvore. Duram o tempo do deslocamento do ritmo cotidiano para um ritmo poético, questionador. É possível re-sensibilizar o espaço urbano?

Uma intervenção pode durar o tempo em que a imagem-provocada ficar na memória de quem a viu. Ou o tempo enquanto as histórias de seus desbobramentos forem contadas. Quantas imagens uma intervenção pode gerar?

Decidimos fazer um site para nossos trabalhos para dividir com um número maior de pessoas nossas ações. E fazer com que esse momento tão efêmero, dure mais, se multiplique.

Acreditamos numa arte que crie relações entre as pessoas. Seja bem vindo.

Com esta apresentação conhecemos o Poro, uma dupla de artistas formada por Brígida Campbell e Marcelo Terça-Nada que atua desde 2002 e que chega agora comemorando seus dez anos de trabalho com arte efêmera em centros urbanos.  Particularmante tenho um carinho e uma atenção pelo Poro. Principalmente por que suas intervenções muitas vezes esbarram no meu cotidiano e nas ruas que frequento. Mas há algo no trabalho deles que vai além deste contato, a maneira como os projetos visam inverter o cotidiano trazendo sensibilidade e reflexão diante da multidão que permeia as ruas todos os dias é algo admirável. E quando observamos este trabalho vivo e ativo por tanto tempo só podemos ficar felizes.

Para comemorar e continuar expandindo o trabalho, a dupla lançou um novo site onde podem ser vista a trajetória de seus trabalhos e participações em eventos. Conheça o site aqui.

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A importância da Leitura

Por Rafael Assis

Hoje, para quem estiver próximo a região metropolitana de Belo Horizonte, está começando a Bienal do Livro 2012. Grande eventos, que atraí milhares de possoas em torno de um interesse em comum, o hábito de ler.

Leia a postagem inteira…

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Filmes Nacionais obrigatórios nas escolas

Por Rafael Assis

 

Aprovado ontem pela comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 7507, de 2010. A proposta, de autoria do Senador Cristovam Buarque (PDT/DF) visa tornar obrigatória a exibição de, no mínimo, duas horas mensais de filmes nacionais nas escolas de educação básica.

Resta agora ao projeto seguir para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara para sua aprovação definitiva. Leia o projeto aqui.

O que isso significa? Em suma, nada. Se tratando da educação básica é visivel que isso não irá influenciar as obras que são o foco do mercado audiovisual, direcionado para o público acima dos treze anos. Aqui, se há de fato uma vantagem é justamente para os profissionais que estão se focando no mercado infantil. Uma jogada interessante que no máximo pode fomentar o desenvolvimento da industria interna.

Bem diferente da nova legislação de tv’s pagas, que visa a difusão das obras brasileiras.

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Crítica- Época Perdida

Por Luis Fernando

Obra segue bem até seus minutos finais, quando infelizmente derrapa em seus próprios conceitos.

A época mais complicada de nossas vidas é a adolescência. Pegando carona nisso, Raul Gonçalves desdobra sua história de modo não linear para apresentar até que ponto os jovens podem chegar pela falta de maturidade neste seu “Época Perdida” (2011).

A primeira cena do curta é uma espécie de ligação entre as historias que são apresentadas. Acompanhamos a rotina de três (belas) jovens. Cada uma com um problema. Uma é a esquisita da escola, com saudades de um tempo que não volta, toma calmantes perigosos e não sai de seu quarto onde fica presa nos livros. Outra jovem sofre para conciliar os estudos e o trabalho para ajudar nas despesas de casa, após a morte do pai, sobrando pra ela pagar contas que parecem não acabar. Finalmente também temos a garota que, com sua mãe prestes a morrer, se vê num mundo obscuro, o mundo das drogas.

O que mais chama atenção no trabalho de Raul Gonçalves é a dinâmica que ele consegue das historias.

Acompanhamos as três tramas de forma não linear, mas o diretor dosa cada uma na medida certa, fazendo com que nunca se perda o ritmo. Cada personagem sofre e tenta resolver do seu jeito, cada momento é repassado com extremo capricho. Raul Gonçalves utiliza cada minuto do seu filme para aplicar detalhes que, nos mostram o clima que aquela personagem passa naquele momento. Cada ato é mostrado com clareza e leveza, seja as mãos digitando, ou a jovem numa manhã ainda mareada de sono tomando seu café na sala vazia para um dia de estudo. Tudo isso é aplicado de forma perfeita e condizente ao clima da cena, nos dando uma sensação real, o que é muito difícil.

Talvez o grande pecado seja a forma superficial com que o filme caminhe para uma resolução já que, não existe uma ligação tão forte entre essas três garotas no final, fazendo com que o filme pareça apenas uma apresentação das histórias individuais delas. Mesmo que tenha uma pequena ligação de fatos (a ligação é a primeira cena citada acima) isso se desenrola artificialmente até um final repentino, dando a entender que, como no filme, podemos reparar erros que cometeríamos caso algo grande não acontecesse. Apenas uma dessas personagens é utilizada como um arco final para essa conclusão, fazendo com que as outras duas desapareçam e percam o peso que gostaríamos.

As atuações são muito boas, todas as três representam seus papeis de forma clara e realística, mesmo assim nenhuma pode se destacar já que o filme não evidencia tanto as falas, preferindo dar ênfase nas ações impostas a cada garota. Raul Gonçalves se mostra talentoso em dirigir seu filme de forma inspirada, sempre utilizando uma linguagem rápida e dinâmica. A edição, assim como citado, não é totalmente linear, fazendo com que a relação entre as tramas se torne ainda mais densa e a junção (que como dito foi superficial) se torne interessante. Uma fotografia em tom azul representa um mundo frio e sombrio. Procurando contrastes de sombras nos interiores, o trabalho de iluminação do curta é competente e demonstra o tom que o filme quer passar.

Com um fim superficial, “Época Perdida” poderia ter sido algo mais do que especial, infelizmente o fim raso faz com que este seja “apenas”um ótimo filme, incrível e competente, mostrando que com uma câmera, garotas lindas e talentosas (desculpe, mas tinha que dizer de novo que elas são belas) e um diretor competente e audacioso, com uma visão soberba de uma história, é possível fazer cinema de qualidade!

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Crítica- A Menina da Boneca

Luís Fernando

Bonecas sempre me assustaram!

Parece bobo, mas sempre tive certo receio dessas coisas de plásticos com olhos.

E é explorando esse medo que o diretor André Pinto desenvolve sua pequena história. O suspense produzido pelo diretor realmente é surpreendente, a jovem garotinha (Heloisa Sá Barreto) se prepara para uma noite de sono, e ao apagar das luzes tudo começa a acontecer. Dirigir uma criança realmente é difícil, mas André Pinto o faz com toda a delicadeza e firmeza que a obra pede.

O primeiro momento em que vemos a boneca realmente é angustiante (não há nada de sobrenatural, a mãozinha da bichinha escorregou, apenas isso), mas o modo que o competente diretor capta faz com que a cena pareça assustadora.

A Jovem atriz faz um papel competente, mas aqui o que impressiona, além da trama interessante, é sua parte técnica, feita para agradar aos olhos e ajudar na composição do clima de suspense. Com um domínio invejável da profundidade e da luz, o diretor consegue criar um ambiente sombrio, porém dando certa graça às cenas aliado a uma direção de arte muito bem elaborada. O som também está correto assim com a trilha sonora, delicadamente sombria. O diretor cria um suspense psicológico, apostando nas cenas longas e serenas, algo arriscado mas que André Pinto tira de letra.

Como ponto negativo, poderia apontar os longos créditos iniciais, uma pessoa pouco disposta pode desistir de ver o filme por causa dos longos dois minutos de letras e imagens angustiantes de bonecas (achei os créditos interessantes, só acho que eles deveriam estar no final do filme), não existindo algo mais que tenha me incomodado.

Com uma história simples e direta, André Pinto conta sua trama de forma soberba, com um final realmente perturbador, aliás, um dos finais mais perturbadores que eu já vi, com uma parte técnica surpreendente e realmente bem posta dentro do principio da história, mais do que recomendado.

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Crítica- A Busca

Rafael Assis

É uma grande responsabilidade para mim fazer a crítica deste filme. Primeiro por que o diretor Luís Fernando é um de nossos maiores colaboradores e segundo por que este é para mim o seu melhor trabalho.

Os mais afoitos podem pensar que irei puxar a sardinha para o lado do Luís por ser meu amigo, mas se enganam. Basta assistir o video acima para confirmarem minhas posições sobre o mesmo e descobrirem sua própria visão sobre a obra. Sem mais enrolação, vamos à crítica.

Leia a postagem inteira…

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Série no mínimo curiosa.

Bem, desde criança que nossas televisões nos trazem produtos mexicanos, “El Chavo del Ocho”  o Chaves , aqui no Brasil, dispensa comentários.

Porém ultimos meses andei vendo na net, que existe uma série mexicana mais juvenil adulta, que ao menos para mim que não conheço tantas séries assim, no mínimo original. Quatro caras a resolver situações cotidianas de modo bem mirabolante, fazendo suas “operações” ou simulações. É uma série que no primeiro momento voce acha apenas curioso, depois começa a rir de algumas coisas, e se continuar, seguira as tramas armadas com olhar mais curioso se perguntando como que eles vão resolver aquela situação, familiar, profissional, social etc.

Talvez seja boba para outros, mas acho que é uma boa produção televisiva que vale a pena assistir, ativa a curiosidade, incentiva o conhecimento e voce vê que ela vai ganhando mais volume a cada episódio, pelo andar da carroagem deve ter feito um público razoável. Eu não conhecia, nunca ouvi falar, mas nas tvs pagas é conhecida. Nisto senti que merece ser divulgada.

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